LIBINHA
A absinta luz dos teus olhos guia-me no mar tempestuoso
Encontro o abrigo nos teus lábios húmidos
Na dulcíssima língua que me sacia o desejo
A vertigem do abismo atrai-me
Tem o perfume dos teus cabelos
O infinito da curva do teu pescoço
Musana
Poemas
Feb 27, 2011
Feb 5, 2011
Feb 4, 2011
Feb 2, 2011
May 24, 2006
Nov 18, 2003
Tríptico da Alma
Um porto, o mar, as nuvens
O meu corpo está preso
Numa amarra
Onde a alma se protege
Do mar revolto
Raras vezes
Mergulho nas águas geladas
Que não amo
Mas que me envolvem
Numa lasciva
Que me atordoa
Os sentidos
Enquanto isso
Olho as nuvens
Que nunca tocarei
Belas, leves
Sem mácula, sem pecado
Um porto, o mar, as nuvens
O meu corpo está preso
Numa amarra
Onde a alma se protege
Do mar revolto
Raras vezes
Mergulho nas águas geladas
Que não amo
Mas que me envolvem
Numa lasciva
Que me atordoa
Os sentidos
Enquanto isso
Olho as nuvens
Que nunca tocarei
Belas, leves
Sem mácula, sem pecado
Oct 31, 2003
Oct 27, 2003
Palavra dor
Basta um telefonema, uma lembrança
O doce murmúrio da tua voz
Um carinho, uma esperança
Basta tão só um momento a sós
E logo o muro cai despedaçado
Os vidros estilhaçados. O amor volta
Revoltado, angustiado, de novo perdido
Na confusão da dor e da paixão aflita
Porque é tão difícil definir-te palavra
Carinho? Porque te confundes
No desejo do sentimento carnal? Compreendes
Que te quero, que desejo ter a palavra
Certa que te diga o que por ti sinto?
Essa palavra não existe... minto.
Basta um telefonema, uma lembrança
O doce murmúrio da tua voz
Um carinho, uma esperança
Basta tão só um momento a sós
E logo o muro cai despedaçado
Os vidros estilhaçados. O amor volta
Revoltado, angustiado, de novo perdido
Na confusão da dor e da paixão aflita
Porque é tão difícil definir-te palavra
Carinho? Porque te confundes
No desejo do sentimento carnal? Compreendes
Que te quero, que desejo ter a palavra
Certa que te diga o que por ti sinto?
Essa palavra não existe... minto.
Oct 16, 2003
Não tenho tempo para as musas
Perdido no labirinto da poluição
da mente
Não tenho tempo para as musas
Também eu
As deixo no limbo de Torga
Saltitando nos tojais
Insinuando-se nas giestas
Nuas, leves, lindas
Espreito-as às vezes
Na necessidade de preencher
O meu coração vazio
Como às vezes
Abro a gaveta onde
Encerro as minhas paixões erróneas
Falsas, intensas, inúteis
Que agora andam calmas
Estranhamente calmas
Como mortas
Perdido no labirinto da poluição
da mente
Não tenho tempo para as musas
Também eu
As deixo no limbo de Torga
Saltitando nos tojais
Insinuando-se nas giestas
Nuas, leves, lindas
Espreito-as às vezes
Na necessidade de preencher
O meu coração vazio
Como às vezes
Abro a gaveta onde
Encerro as minhas paixões erróneas
Falsas, intensas, inúteis
Que agora andam calmas
Estranhamente calmas
Como mortas
Oct 8, 2003
Oct 3, 2003
Sep 30, 2003
Sep 28, 2003
Poema asséptico
Eu vou comprar um ramo de flores
Para escrever um poema morto
Talvez uma dúzia de rosas
Ou quem sabe
Um ramo de mimosas
Um lindo bouquet de cravos
Não!
Um arranjo de margaridas
São as tuas preferidas
Eu vou comprar uma jóia
Para escrever versos caros
Talvez uns brincos de prata
Ou quem sabe
Um anel de ametista
Um lindo par de brincos
Sim!
Um par de brincos lindo
De oiro e de corindo
Eu vou comprar um ramo de flores
Para escrever um poema morto
Talvez uma dúzia de rosas
Ou quem sabe
Um ramo de mimosas
Um lindo bouquet de cravos
Não!
Um arranjo de margaridas
São as tuas preferidas
Eu vou comprar uma jóia
Para escrever versos caros
Talvez uns brincos de prata
Ou quem sabe
Um anel de ametista
Um lindo par de brincos
Sim!
Um par de brincos lindo
De oiro e de corindo
Sep 14, 2003
Sep 13, 2003
Sep 5, 2003
Sep 2, 2003
Além
Solidão imensa da planície
Porque me deixas tão vago e triste?
Na tua imensidão não viste
Que me torno decadente espécie?
Restolho seco, pedra ardente
Porque me tolhes de mágoa a alma
Porque sequioso na eterna calma
Sorveste o meu amor distante
Perco-me no teu doce regato
Na tua represa de água serena
Afogo-me de lágrimas no teu regaço
No desejo da tua pele morena
Solidão imensa da planície
Porque me deixas tão vago e triste?
Na tua imensidão não viste
Que me torno decadente espécie?
Restolho seco, pedra ardente
Porque me tolhes de mágoa a alma
Porque sequioso na eterna calma
Sorveste o meu amor distante
Perco-me no teu doce regato
Na tua represa de água serena
Afogo-me de lágrimas no teu regaço
No desejo da tua pele morena
Aug 28, 2003
Tão lindo o casal de namorados
Tão lindo o casal de namorados
Ele um drogado os dois infectados
Conheceram-se num bairro degradado
Num ermo à sombra de um penedo
Ele inconsciente vomitado
Ela com o vestido rasgado
Drogaram-se abandonados
Com cavalos adulterados
Pediram esmola roubaram
Fujiram quase mataram
Tão lindo o casal de namorados
Amaram-se naquele instante
Num qualquer bosque distante
Não por sentimentos desejados
Mas pelo prazer dependente
Nuns carros abandonados
Tão lindo o casal de namorados
Conceberam em droga um filho não desejado
Um lindo menino de droga um acaso o destino violado
Tão lindo é o menino tão alvo e tão franzino
Um lindo menino infectado com o destino traçado
Tão lindo o casal de namorados
Ele um drogado os dois infectados
Conheceram-se num bairro degradado
Num ermo à sombra de um penedo
Ele inconsciente vomitado
Ela com o vestido rasgado
Drogaram-se abandonados
Com cavalos adulterados
Pediram esmola roubaram
Fujiram quase mataram
Tão lindo o casal de namorados
Amaram-se naquele instante
Num qualquer bosque distante
Não por sentimentos desejados
Mas pelo prazer dependente
Nuns carros abandonados
Tão lindo o casal de namorados
Conceberam em droga um filho não desejado
Um lindo menino de droga um acaso o destino violado
Tão lindo é o menino tão alvo e tão franzino
Um lindo menino infectado com o destino traçado
Aug 26, 2003
Só
Na vertigem da estrada sigo veloz
Sinto o torpor dos membros
A embriaguez dos olhos
As mazelas dum mal atroz
Na noite que cobre escura
O betume negro da morte
Sinto o ar gélido cortante
A solidão daquela hora
Infinito o tempo que voa
Fujo fugaz pelas luzes devassado
Surdo no silêncio que ecoa
Morro em medo
Perdido lânguido
Num caminho abandonado
Na vertigem da estrada sigo veloz
Sinto o torpor dos membros
A embriaguez dos olhos
As mazelas dum mal atroz
Na noite que cobre escura
O betume negro da morte
Sinto o ar gélido cortante
A solidão daquela hora
Infinito o tempo que voa
Fujo fugaz pelas luzes devassado
Surdo no silêncio que ecoa
Morro em medo
Perdido lânguido
Num caminho abandonado
Aug 25, 2003
Aug 24, 2003
O Padeiro
ontem
Sentado no portado
Da minha terra
Alva, pura
Sou feliz
hoje
O puro malte inebriou
As mágoas desconhecidas do fazedor de pão
Em espanto o povo descobriu
Sem qualquer razão ou compaixão
Um sofrimento
Um tormento
Um atrevimento
Afinal também pode ser feliz
Quem apenas faz e nada diz
amanhã
Deitado no sepulcro
Na minha morte
Negra, suja
Descubro que pouco disse
E nada fiz
ontem
Sentado no portado
Da minha terra
Alva, pura
Sou feliz
hoje
O puro malte inebriou
As mágoas desconhecidas do fazedor de pão
Em espanto o povo descobriu
Sem qualquer razão ou compaixão
Um sofrimento
Um tormento
Um atrevimento
Afinal também pode ser feliz
Quem apenas faz e nada diz
amanhã
Deitado no sepulcro
Na minha morte
Negra, suja
Descubro que pouco disse
E nada fiz
Aug 23, 2003
Livro das Emoções
Poema Único
Início
Escrevo apenas emoções
Fluídas
Como um rio que ao mar
Vai diluir a morte
Encadeada nos segredos dos pensamentos
Ter prazer, saciar-me
Na beleza da criação emotiva
(...)
Um rio não sabe o seu destino
Flui na inércia
Da multidão
Os átomos
Caminham em rebanhos
Nada interessa
Apenas seguir o caminho
Encontrar o fim
E continuar
Poema Único
Início
Escrevo apenas emoções
Fluídas
Como um rio que ao mar
Vai diluir a morte
Encadeada nos segredos dos pensamentos
Ter prazer, saciar-me
Na beleza da criação emotiva
(...)
Um rio não sabe o seu destino
Flui na inércia
Da multidão
Os átomos
Caminham em rebanhos
Nada interessa
Apenas seguir o caminho
Encontrar o fim
E continuar
Aug 22, 2003
Terra
A terra escorre
No intervalo dos dedos magros
Acolhe, recolhe, tolhe
A aridez argilosa
Da frigidez
Que se escapa
Incólume
No seio materno improvisado
As tuas pernas
Deixam espaço entre coxas
Túnel, mel
Pudera eu beijá-las
Rolar, roçar
Num qualquer chão
De pó
Unir-me a ti
Levantar a poeira
Quebrar a armadura
Ressequida, castradora
A terra escorre
No intervalo dos dedos magros
Acolhe, recolhe, tolhe
A aridez argilosa
Da frigidez
Que se escapa
Incólume
No seio materno improvisado
As tuas pernas
Deixam espaço entre coxas
Túnel, mel
Pudera eu beijá-las
Rolar, roçar
Num qualquer chão
De pó
Unir-me a ti
Levantar a poeira
Quebrar a armadura
Ressequida, castradora
Aug 21, 2003
Aug 20, 2003
Aug 19, 2003
Subscribe to:
Posts (Atom)